segunda-feira, 13 de julho de 2009

Preciso de me apaixonar de novo. Ter de novo a primeira vez, o primeiro beijo... Preciso de apagar um passado, escrever (de novo) o futuro e abandonar tudo aquilo que ainda desejo. Eu, que nunca na vida sonhei tão alto. Nunca ninguém me levou ao céu como tu um dia me levaste. Nunca quis abraçar o vento nem beijar as estrelas... Apenas quis adormecer na cama onde tu me deitaste. E hoje, quero começar a viver o amanhã, outra vez, eu sei... Quero um novo começo. Deixar de beber, deixar de fumar. Esquecer-te meu bem, deixar de te amar.
Levantar-me da cama onde ainda adormeço.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Pelos vistos não me consigo desfazer do passado. O coração não deixou, não é verdade? Eu ainda tentei fazer com que as coisas mudassem, ainda tentei fugir mas... não consegui! Ou talvez eu não tenha querido mudar sequer, talvez eu não tenha querido fugir...
Je ne sais pas... sais simplement que je veux commence un nouveau départe. Sérieux. Parce que, cette fois, j'en suis sûr!

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Louca!

Morri ali, quando a música começou. Sobre os panos vermelhos de uma paixão oculta, sobre as cinzas de todas as cartas que queimei. Sobre as gotas que brotavam dos meus olhos. Eu morri. Deixei-me ir para sempre, com a melodia que me assombrava em qualquer local. A melodia que estava entranhada nos meus ouvidos, que tentei arrancar com todas as minhas forças. Ela puxava-me e repetia o teu nome vezes sem conta, a cada batida do tambor, soava um eco do teu nome, que me levou á loucura. Queimei cada fotografia tua, rasguei os teus trapos, e lancei ao vento o teu perfume, que acabou por deixar um rasto sobre as ruas onde passava. Fiquei louca. E morri, sobre os panos onde dormíamos. Onde fazíamos amor, onde juraste um amor eterno. Enlouqueci sem a tua presença. Destruída no teu cheiro, acabada sobre as cinzas de cada palavra queimada que me ofereceste. Eu ali fiquei, na tão temida solidão de afectos, na anciã de te ver chegar, pegando-me suavemente, e beijando-me os lábios uma ultima vez que duraria a imensidão do tempo que me restava. Eu ardia por dentro. A cada inspirar, uma memória tua eu via como flashes que me aceleravam os sentidos. Dependente de ti como da heroína, deixei-me morrer nos panos vermelhos da nossa paixão inexistente. Sou louca! E tu só exististe na minha loucura.